
Você sente que nunca vai estar pronto o suficiente? Sua autoconfiança pode estar sendo sabotada
15/12/2025Você começa empolgado… traça metas, planeja, compra materiais, até faz as primeiras etapas. Mas, em pouco tempo, o entusiasmo dá lugar à frustração, a rotina toma conta e aquele projeto importante vai ficando para depois. A sensação é de que todo mundo está indo pra frente — menos você.
Se isso acontece com frequência, talvez você esteja se perguntando: “por que eu começo e não termino as coisas?”. Pode parecer só uma questão de falta de disciplina ou motivação. Mas, na prática clínica, vejo com frequência que essa dificuldade vai muito além disso.
Muitos pacientes chegam dizendo que se sentem frustrados por verem ideias e planos empacarem, mesmo quando começam com vontade. É como se existisse uma trava invisível no meio do caminho. E, quando essa repetição se instala, começa a surgir uma dúvida interna: “Será que sou mesmo capaz?”
A raiz disso, muitas vezes, está nas emoções — e não na força de vontade
Incertezas, medo do fracasso, congelamento emocional e até transtornos como o TDAH podem estar por trás desse padrão. Cada pessoa tem uma história, e cada história carrega crenças formadas ao longo da vida — muitas vezes desde a infância — que influenciam o modo como lidamos com desafios e finalizações.
O medo de sentir: frustração, fracasso e vulnerabilidade
Na tentativa de evitar sentimentos difíceis, como frustração ou sensação de incompetência, a pessoa inconscientemente desiste antes. É como se preferisse não ver o que daria errado a correr o risco e lidar com a dor da decepção. E isso acontece mesmo quando existe desejo genuíno de concluir — o medo fala mais alto.
A sociedade também não ajuda. Vivemos em uma era que exige produtividade constante e felicidade plena, onde errar parece sinal de fraqueza. Isso pressiona, nos desconecta da nossa essência e das nossas emoções reais. Como resultado, a autocobrança aumenta e o medo de falhar se disfarça de procrastinação.
O que percebo nos atendimentos clínicos
No consultório, vejo casos em que esse padrão de começar e não concluir está diretamente associado à ansiedade. Quando a ansiedade atinge níveis elevados, pode gerar o que chamamos de congelamento emocional — um estado em que a pessoa sente vontade, mas não consegue agir. Em outras situações, a dificuldade pode estar relacionada ao TDAH, principalmente quando há impulsividade para iniciar várias ideias ao mesmo tempo e dificuldade de manter o foco.
Em qualquer um dos casos, o mais importante é identificar o que está por trás do comportamento. Afinal, só com consciência podemos mudar.
8 Dicas para parar de abandonar projetos no meio do caminho
Se você sente que esse padrão está atrapalhando sua vida, aqui vão algumas estratégias práticas que podem te ajudar a virar esse jogo:
- Reconecte-se com sua essência
Lembre-se do porquê você quis começar esse projeto. Qual o verdadeiro significado dele pra você? - Observe seu padrão de travamento
Identifique quando você costuma parar. É sempre no meio? Logo no começo? Em qual tipo de tarefa? Escreva essas observações. Isso ajuda a entender o padrão e agir com mais clareza. - Aceite o erro como parte do caminho
Frustração e erro fazem parte de qualquer processo. Ninguém nasceu andando, certo? Aprender envolve tentativas, ajustes e tropeços. - Fortaleça seu emocional
Desenvolver inteligência emocional é essencial para lidar com os altos e baixos de qualquer jornada. Se quiser ajuda, temos um workshop específico sobre isso. - Escreva o objetivo e importância do projeto
Colocar no papel o porquê ele importa pode aumentar o senso de compromisso com você mesmo. - Divida em microetapas
Projetos grandes podem parecer assustadores. Quebre em tarefas pequenas e comemore os avanços — isso gera motivação e sensação de progresso. - Use a coragem, mesmo com medo
O medo pode até continuar existindo, mas você pode seguir mesmo com ele. Isso é coragem. - Seja gentil com você
Você não precisa ser perfeito. Precisa apenas entender o que esse projeto significa e decidir se está pronto para seguir com ele — com foco, flexibilidade e respeito ao seu próprio tempo.
Quando procurar terapia?
Se você percebe que está constantemente travando diante dos seus planos, que sente paralisia, angústia ou até sintomas físicos de ansiedade, isso não é frescura — pode ser um sinal de que sua saúde emocional precisa de atenção.
Na terapia, você vai entender as raízes desse comportamento, identificar suas crenças limitantes, aprender a lidar com suas emoções e desenvolver estratégias reais de mudança. Também é o espaço ideal para acolher medos sem julgamento e construir autoconfiança a partir da sua própria história.
Se você sente que está preso nesse ciclo de começar e não concluir, e quer compreender melhor suas emoções, crenças e padrões de comportamento, nosso time de psicólogas pode te ajudar. Clique no botão abaixo e vamos marcar um conversa inicial — a sua transformação começa com o primeiro passo.




